regin@ @zevedo: tudo em 1

Regina Azevedo é jornalista e Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, escritora, editora da OP Livros, professora nas áreas de Comunicação Interpessoal e Empresarial e Motivação junto ao PECE - Programa de Educação Continuada em Engenharia da POLI-USP e doutoranda na área de Psicologia Organizacional no IP-USP. É também a representante para a língua portuguesa do portal Livro-Virtual.Org.

Vamos lá, Corinthians! Na alegria e na tristeza

Scrates

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Um dos maiores nomes do nosso futebol, sem trocadilhos.

Louco. Bocudo. Sem papas na língua.

Craque. Espetacular. Espetaculoso.

Eternamente dentro dos nossos corações.

A elegância. A jogada de calcanhar. A Democracia Corintiana.

Unanimidade: eleito, em pesquisa realizada pela Revista Placar, em 2006, unanimemente para compor o "Corinthians de todos os tempos".

Os problemas de família. A vida como ela é. O consolo na droga. A doença. Perdeu, Doutor!

O guerreiro repousa. Vá em paz para os braços de Deus!

Adoção: o melhor presente no Dia das Crianças

Um ato de coragem. Um ato de amor. Um gesto que envolve profunda responsabilidade: tornar-se mãe/pai, por meio da adoção. Foi a decisão tomada por meus amigos Debora Malávski Oliveira, criadora do blog "Mãe é Mãe", e Clécio Antão, que gentilmente me concederam esta breve e esclarecedora entrevista:

RA – Por que adotar? Como vocês tomaram essa decisão?

D/C – Porque queríamos ter um filho, constituir uma família. No começo tentamos que o Gabriel chegasse pela barriga, mas como a natureza não permitiu, ele chegou até nós pela barriga de sua genitora. A decisão foi tomada por nós e apoiada totalmente por nossa família. A opinião da família, principalmente dos avós, foi muito importante para que levássemos esse sonho adiante.

RA – Quais as principais dificuldades?

D/C – Várias situações acabaram dificultando o início do processo de adoção. Tanto a dificuldade em compartilharmos experiências com outras pessoas na mesma situação, quanto a morosidade desde de a habilitação até finalização do processo no fórum.

Debora-e-gabriel

RA – Pais são os que criam?

D/C – Sem dúvida nenhuma. Nos sentimos mais pais do que muito casal. Quando o Gabriel falou papai e mamãe pela primeira vez, imagine a nossa emoção !

RA – Um dia o Gabriel saberá que foi adotado? Como pretendem comunicar isso a ele?

D/C – Sim. Pretendemos contar o que ele quiser saber, conforme for surgindo a sua curiosidade e sua capacidade de assimilar a informação.. Queremos começar uma relação saudável sem mentiras, mesmo porque ele terá acesso a todos os detalhes de seu processo no fórum, inclusive nome e endereço de seus genitores. Não queremos que em momento algum, ele se sinta incomodado ao falar sobre esse assunto, com a gente ou com qualquer outra pessoa. Queremos que ele tenha uma opinião formada e natural sobre isso.

RA – O melhor da adoção é...  E o pior é...

R: O melhor da adoção, foi sem dúvida nenhuma a transformação que aconteceu com a gente, despertando o nosso poder de amor incondicional. Mudamos o conceito que tínhamos que, amar como filho, era somente aquele que nascesse de nossa barriga, que levasse nos nossos traços genéticos. Também quando julgávamos e condenávamos mulheres que entregavam seus filhos para adoção. Não seríamos pais do Gabriel, se não fosse seus genitores.

O pior da adoção, pela sua própria característica, é que gerou muito ansiedade na espera do Gabriel. Nem na época que estávamos tentando engravidar ficamos tão ansiosos. Isso aconteceu justamente por não sabermos quando ele iria chegar, a idade, o sexo, em quais condições de saúde, etc.. E, claro, o inimigo número 1 da adoção, é o preconceito das pessoas e os comentários que rodeiam o assunto, mas quanto a isso é uma ótima oportunidade de exercitarmos nossa paciência e entendermos que muito gente não sabe nada sobre o assunto e as vezes falam coisas sem pensar.. Mas isso gradativamente está mudando e a tendência que muito em breve, as pessoas dentro do seu planejamento familiar, optarão também, pela adoção.

Clecio-e-gabriel

RA – Deixem algumas recomendações a quem pretende adotar, por favor.

D/C – Alguns comentário em relação à nossa experiência :

  •  Primeiro de tudo, procure o fórum mais próximo de sua casa. Não adianta tentar se habilitar em um outro fórum, pois a partir do lançamento do programa do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), esse habilitação é única.
  • Tente compartilhar suas experiências com outras pessoas na mesma situação que a sua, principalmente em Grupos de Apoio à Adoção e em Sites de Relacionamento voltados a esse assunto. Servirá como uma terapia enquanto você “espera na fila”, além de ajudar outras pessoas.
  • Não adote de forma ilegal, ou seja, sem a participação do estado (adoção à brasileira). Você pode ser denunciado e corre o risco de perder a criança para uma pessoa que está habilitada legalmente no fórum.
  • Não queira adotar por dó da criança, mas por amor. Não queira adotar um bebê e sim um filho.
  • Não desanime porque a “fila de espera” é demorada. Curta esse período com se fosse uma gestação e lembre-se que tudo tem o seu tempo certo de acontecer. O que é seu e se for seu mesmo, está reservado.

Parabéns a ambos pelo belo gesto de amor, agradecimentos sinceros por este generoso compartilhamento de experiências, saúde, alegrias e vida longa a Débora, Clécio e Gabriel!


Delícia de noite!

Repetindo o sucesso das edições anteriores, o evento "Chef por um dia", patrocinado pela empresa Borges Brasil, tornou a nos surpreender.

O público eclético incluia a familia da Chef Cleusa Steffen - marido, filhos, noras, netos - e pessoas das mais variadas profissões e idades, como a pequena Beatrice Magri, que deu show de beleza e simpatia.

Desta vez, a chef pensou não apenas no cardápio, mas nos mínimos detalhes. A entrada, acompanhada de bom Prosecco, além do tradicional pãozinho com azeites Borges variados, nos deliciou com a bruschetta tradicional somada a uma criação de Cleusa: a bruschetta de shimeji temperada com azeite, vinagre e salsa picadinha, uma delícia! A salada de folhas variadas e tomate cereja recebeu o toque de requinte dos melhores azeites e vinagres Borges, combinados num travo agridoce.

Como prato principal, a chef apresentou sua receita de filé mignon selado no azeite, com redução de balsâmico, mel e maracujá. Acompanhamentos: como prática mãe de família, Cleusa apresentou uma sugestão para o reaproveitamento de arroz pronto, enriquecido com uma pasta à base de tomate seco, refogada com alho no azeite - à qual acrescenta-se castanha de caju -, mais legumes refogados "al dente". Para os que não apreciam carne vermelha, Cleusa preparou um espaguete ao pesto, segundo a receita tradicional, que também arrancou elogios dos presentes.

Um intervalinho foi requisitado para que a cantora Sarah Abreu nos brindasse, à capela, com uma de suas canções.

A sobremesa foi um capítulo à parte no quesito capricho e dedicação: uma deliciosa torta de chocolate e nozes, elaborada sem farinha, servida com sorvete artesanal de nozes, regado com um fio de azeite de limão e morangos regados com o Balsâmico Reserva da Borges. A decoração, com o arabesco de chocolate e a calda de morando, também faz parte do rico receituário da Chef.

E como se tudo isso não bastasse, o gran finale ficou por conta do expresso servido com os delicados cantuccinis e o delicioso licor de chocolate - ambos à la Steffen, é claro! Detalhe para a caixa que acondicionava os biscontiihos - um fino patchwork confeccionado por essa mulher de inúmeros talentos!

Sabores, risos, encontro de antigos e novos amigos. Delícia de noite, que, torcemos, se repita em breve...

Serviço e agradecimentos:
Borges Brasil
Restaurante Oggi Cucina & Vino
Fotos: Regina Azevedo

"Ou dá ou veste" com Márcia Palhares

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Ela chegou afobada, se desculpando, depois de dar muita volta e enfrentar o trânsito terrível de São Paulo. No dia do seu aniversário, a jornalista Márcia Palhares nos deu de presente preciosos minutos do seu dia, compartilhando conosco a experiência de nosso Desafio de Moda "Ou dá ou veste".

E foi tirando da sacola seu pequeno "brechó", peças preciosas que tinha dúvida se ainda usaria neste inverno. De lá saíram a malha de gola rulê em tom cinza e a saia de lã xadrez e corte godê: um clássico, na minha opinião. Junte-se a isso o coletinho em matelassê no tom rosa-pêssego mais um colar de contas nacaradas da Casa de Tarsila e estava pronto o primeiro look, perfeitamente atualizado.

Márcia é atrevida e trouxe modelitos ousados, que consideramos perfeitos para seu estilo. O vestido de malha de um ombro só e manga longa, na cor amarelo queimado, num batik degradê, ganhou um dos maravilhosos colares do joalheiro Luis Antonio Ferreira Neto com suas contas, milhares de contas. Botas simples de cano alto et... voilà... pronta para um jantarzinho especial de aniversário!!!

Quem diria que o macacão floral, de fundo branco e superdecote poderia ser usado na meia-estação? Pois combinou direitinho com as sandálias de tiras grossas azul-marinho e o casaqueto de mangas-morcego em malha levinha, num verde suave e punhos em renda delicados. Clique, clique, clique, a tarde passou sem que percebêssemos e lá fomos nós para o chá de frutas, tradição seguida por todas as "modeletes" que prestigiam nossa iniciativa de adotar e divulgar a mensagem contida nos 3R: reduzir, reciclar, reutilizar.

Tudo devidamente vestido, nada doado, voltam para a mala e o armário de Márcia as velhas roupas com novas ideias. Com um astral super-especial para o Ano Novo que para ela se iniciou naquela tarde fria, mas cheia de sol, a iluminar o interior de nossa querida Márcia e seus caminhos por mais 365 dias...

Quer participar de nosso Desafio de Moda "Ou dá ou veste?". Envie suas fotos ou mande um e-mail para Regina Azevedo. Venha passar uma tarde agradável, ajudando a divulgar ações que protegem seu bolso e o meio ambiente!

Serviço: Casa de Tarsila: Rua Sena Madureira, 235, fone 2769-4674
Fotos: Regina Azevedo

Empadão Goiano, que delícia!

Palco

Num cenário de sonho, o SESC Itaquera inovou nestas Festas Juninas ao abraçar o tema "Doces Cores de Cora", homenageando Cora Coralina, a escritora goiana que também era doceira de mão cheia.

Além de vender pratos típicos nas tradicionais barraquinhas, iguarias da culinária goiana estão à disposição para serem degustadas: arroz com pequi, galinhada e o tradicional empadão. Este último, aliás, mereceu uma rápida oficina de que participamos com o Chef Luis Fernando Perin. Segue a receita:

Empado
Massa:

250g de farinha de trigo
50g de banha de porco
100ml de água morna (use até dar o ponto)
1 ovo grande
sal refinado a gosto

Empado1
Recheio:

100g de peito de frango com osso
100g de lombo de porco fresco em cubos
1 linguiça suína fresca tipo toscana
1 tomate
80g de cebola
2 dentes de alho roxo esmagados
açafrão da terra (cúrcuma) a gosto
20ml de óleo de milho
15g de azeitonas verdes
1 ovo cozido
20g de guariroba ou palmito de pupunha em lâminas
20g de queijo meia-cura

Empado2
Preparo:

Cozinhe o peito de frango em água com sal e açafrão, desosse o frango e desfie; reserve a água do cozimento. Sue no óleo o alho e a linguiça sem pele e esfarelada, junte o lombo e refogue bem. Acrescente a cebola picada grosseiramente, o tomate sem pele e sem semente cortado em cubos pequenos e refogue.Junte um pouco do caldo do cozimento do frango, cozinhe bem, acrscente o frango e reserve.

Coloque todos os ingredientes da massa em uma tigela e misture; junte aos poucos a água morna e o sal, amasse com as mãos até obter uma massa maleável. Forme uma bola, cubra e deixe descansar por uma hora. Abra a massa em espessura um pouco mais grossa que a de pastel, forre uma forma com parte dessa massa, coloque o refogado (frio, para não encruar a massa) nesse recipiente intercalando com fatias de queijo, azeitonas e rodelas de ovo cozido. Por fim, cubra com lâminas de guariroba pré-cozida ou pupunha. Feche o recipiente com o restante da massa, pincele com gema e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 20 minutos. Evite aumentar a temperatura do forno para não ressecar o recheio; talvez seja necessário um pouco mais de tempo para assar completamente.

O empadão da foto foi comprado na barraquinha. O do Chef Luis Perin foi saboreado às pressas e não restou nenhum para contar a história...

Serviço: Doces Cores de Cora, no SESC Itaquera. Ingressos R$ 7,00 (não comerciários) - Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 - Itaquera - São Paulo - SP - Fone: 11 2523-9200, até domingo, 26/6 (com show de Moraes Moreira às 17h30 - grátis). As barraquinhas começam a funcionar às 15h30.

Fotos: Regina Azevedo

Casa arrombada, cadeado na porta

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Há tempos se discute a questão da segurança no campus Butantã da USP, que tem a Academia de Polícia Civil na entrada do portão 1 e um Batalhão da PM há cerca de 1km, na avenida contígua. Histórias sobre roubos, assaltos, estupros e sequestros relâmpago correm à boca miúda e nenhuma atitude parece ser tomada. Ontem ocorreu um episódio com fim trágico na FEA. Amanhã, ninguém sabe.

Há cerca de cinco anos, a POLI aventou a possibilidade de colocar cancelas eletrônicas nas entradas de seus bolsões de estacionamento. A iniciativa, que seria patrocinada por um banco, foi sufocada mediante as alegações de sempre: a instituição pública não pode promover empresa privada (uma vez que o nome da rede bancária estaria impresso nos cartões que funcionariam como chaves eletrônicas) e não se pode cercear o direito de ir e vir dentro do campus de uma Universidade pública.

Os tempos mudam, o discurso permanece. A violência bate à porta das escolas, dos shoppings, dos condomínios, das favelas, dos arrabaldes da periferia. Os versos titânicos, antes de protesto, ganham hoje um novo e comovente apelo: "Polícia, para quê polícia? Polícia pra quem precisa de polícia!". Nós, cidadãos de bem, precisamos.

Foto: Regina Azevedo

Ou dá ou veste com Amanda Maria

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Dizem que o que faz a boa fotografia é o olhar. Sem medo de errar, afirmo que é o olhar mais o objeto. Que editorial de moda poderia dar errado com a beleza deslumbrante de Amanda Maria? Não bastasse o corpo e rosto perfeitos (ela é cantora e atua também como modelo profissional), a bela ainda é uma graça de pessoa, simplesmente fascinante!

Cheguei uns minutinhos atrasada na Casa de Tarsila. Confesso que levei um susto quando Amanda começou a tirar as peças "rejeitadas" da mochila: era coisa que não acabava mais! E vem legging azul de paetês (como usar isso, meu Deus?), camisa branca que parece fácil de combinar (mas não é!), vestidinho branco (além do réveillon, como usar?), camisetinha listradinha (esta vai com quê?), blusa básica marrom e écharpe no mesmo tom, regata estilo nadador em cor palha, blusão todo fofo nude  e até uma capa cinza-clarinho - de tão esquecida, estava toda amarrotada, a coitada! Para combinar, Amanda havia comprado na Tarsila um sapatinho Oxford com telinha transparente e estampa floral (uma graça!) e uma legging drapeada preta tudo-de-bom. Ufa! Arregaçamos as mangas e demos início à maratona...

Papo vai, papo vem, começamos a montar os looks. A sessão de fotos transcorreu na mais perfeita ordem e harmonia - durou cerca de uma hora apenas. Confiram os resultados:

A legging azul ganhou a companhia de blusa no mesmo tom, de corte transado e decotão - que acabou chamando mais a atenção que o brilho dela... Écharpe de seda em tons de rosa e escarpin nude pra suavizar, e eis que a peça foi considerada salva por Amanda.

A camisetinha listrada, antes desprezada, serviu de body para usar SOB a camisa branca, de mangas três quartos e corte amplo, desabotoada, quebrando a sisudez da peça. Atualizada com o saruel preto e escarpin ultraclássico da mesma cor, compôs o estilo executivo, sem esquecer o charme dos óculos.

O vestido branco só precisou da écharpe em volta da cintura e uma peep toe da mesma cor para deixar Amanda pronta para o palco ou para a balada. Brinco de chifre bem grandão e nenhum colar.

A blusinha marrom superbásica deu certo com a écharpe peluda do mesmo tom. A legging de onça combinou direitinho - o ar selvagem mereceu salto bem alto para tornar Amanda ainda mais poderosa.

O blusão nude ficou bacana com a legging nova drapeada e o sapatinho Oxford: combinou geral!

Para a regata estilo nadador, a mesma legging usada com a peep toe nude compôs um look casual chique, complementado pelo colar longo e os maxióculos degradês.

Finalmente, a capa amassada foi jogada sobre a camiseta listrada compondo com a legging preta lisa e o Oxford floral o modelito ideal para um dia de chuva.

Brindamos o final da jornada com um delicioso chá e mais um pouco de conversa animada. Feliz da vida com sua reciclagem, com mais duas peças-coringa na bagagem, lá sei foi a divina Amanda, de mil faces e estilos, emprestar sua bela voz para um novo jingle. Tenho certeza de que tudo deu certo, pois ela é a própria expressão da alegria.

Quer participar no nosso desafio de Moda? Envie e-mail para Regina Azevedo e descubra como é bom abraçar o princípio dos 3R no seu dia-a-dia: reduzir, reciclar, reutilizar!

Para as singularidades da arte

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Amplo, aconchegante, múltiplo. Assim é o Espaço Singular, um novo endereço para todas as artes, instalado elegantemente nos Jardins.

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Olívio Guedes com a filha Rafaela, Lillian Bomeny e Sandra Romanello, na inauguração do Espaço Singular

Idealizado pela artista plástica e escritora Lilian de Mello Bomeny, abriga ambientes para todas as singularidades da arte - de passarela para desfiles a salas para convenções, incluindo, é claro, espaços diversos para todo tipo de exposição.

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A fina gastronomia pode ser apreciada com vista para o belo jardim ornamentado por detalhes orientais, que dão um toque zen à paisagem.

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Além das delícias, pudemos degustar, na sala contígua, os acordes sutis do pianista Leonardo Fernandes.
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Ali também se encontram o ateliê de Lilian e uma loja que distribui sua arte na forma de objetos delicados, como nécessaires e écharpes. Supreendentes colares combinando o fino murano com materiais mais rústicos levam a assinatura da pequena Clara, neta da artista, de apenas 7 anos de idade.
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A partir de junho, o Espaço Singular abrigará a Casa Modigliani, reunindo parte do acervo do artista italiano em exposição permanente, sob a curadoria de Olívio Guedes.
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Enfim, um espaço de sonho: para entrar e deixar o tempo lá fora passar...

Serviço: Espaço Singular: Rua Estados Unidos, 1097, São Paulo, SP - Fotos: Regina Azevedo

São Vito: qualquer semelhança é mera coincidência?

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A demolição do edifício São Vito, localizado na avenida do Estado, segue a passos largos. Construído entre os anos de 1954 e 1959, aos poucos o "Treme-Treme" dá adeus à paisagem paulistana.

Curiosamente, novas quitinetes vão surgindo em locais nobres da cidade. O progresso não melhora significativamente os espaços destinados a moradia nas metrópoles, como registra a foto (Á esquerda, o São Vito em demolição, à direita construção com cerca de 10 anos, próxima ao Paraíso). Quantos anos durarão estes novos apErtamentos, vendidos a peso de ouro, consolidando a especulação imobiliária? Salve Sampa, em sua antiga e cruel modernidade...

Tecnologia: evolução ou consumismo desmedido?

Assista ao vídeo antes de continuar a ler.

John Naisbitt nos fala sobre isso em seu livro High Tech, High Touch. Atualmente produzimos tecnologia vorazmente, impedindo que tais traquitanas venham a tocar nossas almas. Ter um telefone, nos meus tempos de criança, era um sonho, uma conquista. Uma eletrola, os discos de vinil, as câmeras fotográficas "caixotinho", o rádio de pilhas, que maravilha!

A era do descartável pôs tudo a perder. Ninguém sentirá saudade do CD, já superado como suporte pelos arquivos depositados na nuvem ou pelos minúsculos pen drives. O que dizer dos cobiçados walkmen se comparado à miniaturização dos Ipods? Cada vez menor, mais rápido... mais rapidamente descartável. Evolução ou simples consumo?

Concordo com a visão do junguiano James Hillman: precisamos de um "anima mundi", um mundo com alma. Ou as pessoas se tornarão meros zumbis...